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O que é neuromarketing

O neuromarketing tem sido um tema importante e frequentemente estudado pelos profissionais da área de marketing. Afinal de contas, entender o comportamento dos consumidores é um grande desafio. Assim, nos últimos anos, a psicologia passou a ajudar nesse sentido, com o avanço da neurociência e dos estudos do cérebro humano.

Entender o que as pessoas sentem quando recebem uma mensagem e como usá-la para ter melhores resultados na mente dessas pessoas tem ajudado a desenvolver novas técnicas, principalmente no marketing digital. A competitividade está cada vez maior, principalmente com a facilidade da divulgação de produtos e serviços nos canais digitais.

Em tempos de Big Data, onde todos os passos do consumidor são estudados e compilados, a aplicação do neuromarketing torna-se um complemento importante, ajudando a entender como as pessoas processam as informações.

Nesse post, vamos falar sobre o que é neuromarketing e como a utilização pode ajudar sua empresa.

Conceito de neuromarketing

Quando unimos neurociência, psicologia e marketing, chegamos ao tão falado neuromarketing. Esse conceito e a criação do termo foi cunhado pelo cientista Ale Smidts, professor de marketing na Erasmus University de Roterdã, na Holanda, em 2002. O cientista se baseou em um estudo dos anos 1990, do médico e professor da Harvard Business School, Gerald Zaitman, que utilizou a ressonância magnética para estudar o cérebro humano, mas com foco no marketing.

Embora os primeiros estudos já tenham sido encontrados na década de 1950, foi nos anos 1980 que começaram as investigações do cérebro humano a determinados estímulos. David Lewis foi o primeiro psicólogo a realmente entender e dar importância às pesquisas relacionadas ao comportamento dos consumidores e seus estímulos no cérebro e ficou conhecido, por conta disso, como o pai do neuromarketing.

Assim, o neuromarketing tem como definição o estudo do cérebro, utilizando tecnologias médicas, com a finalidade de estudar as respostas aos estímulos do marketing.

Como funciona o neuromarketing

O ponto inicial da aplicação é que todo processo de decisão de compra se inicia no subconsciente das pessoas. Portanto, as pesquisas nesse campo, por permitirem o acesso a áreas mais profundas do cérebro, ajudam a entender as respostas aos estímulos das ações de marketing.

Ao usar uma ressonância ou quaisquer outras tecnologias, pode-se avaliar o que realmente acontece no cérebro no momento desses estímulos.

Campos de aplicação do neuromarketing

Na realidade, existem quatro principais áreas onde o neuromarketing pode ser aplicado. Uma delas é o branding, ou identidade de marca. Ajudar a entender as ideias e sensações que uma marca e sua identidade possam ter nas pessoas é essencial para uma empresa construir seu nome no mercado.

Outra aplicação é no design e inovação de produtos. Medir as respostas dos consumidores a novos produtos ou determinadas versões pode ajudar em lançamentos e ajustes de produtos existentes. Testar a eficácia de um novo projeto antes de colocá-lo no mercado pode ser uma ótima forma de reduzir custos e ser mais assertivo.

A publicidade também se beneficia muito com o uso do neuromarketing. É possível saber como as pessoas reagem a determinados anúncios e mensagens, o que pode ajudar a definir caminhos e opções de propagandas mais efetivas.

Mas a área onde o neuromarketing tem sido mais utilizado é no digital. Passamos muitas horas online nos dias atuais, e é aqui onde existe maior fartura em sua utilização. Como os ajustes no mundo digital são muito mais dinâmicos e mensuráveis, essa nova ciência se aplica como uma luva no mundo virtual.

Formas de aplicação do neuromarketing

As técnicas decorrentes dos estudos em neuromarketing podem ser aplicadas de formas bem pontuais.

Uma das mais utilizadas é a psicologia das cores, onde grandes empresas atuam com frequência, entendendo quais são suas influências e impactos no comportamento do consumidor. O mercado de fast food, por exemplo, utiliza muito o amarelo, por exemplo, assim como o vermelho tem relação ao varejo. As cores, inclusive, possuem efeitos já conhecidos. Se pensarmos no azul, por exemplo, sabemos que ele passa confiança e segurança (usado muito em empresas B2B). O vermelho, emoção e paixão. No caso do verde, serenidade e tranquilidade. O preto, luxo. O branco, transparência.

Outra aplicação importantíssima é no storytelling. Nos últimos anos as empresas mudaram suas estratégias, contando histórias ao invés de convencer o consumidor simplesmente pelos benefícios do seu produto. Gerando valor agregado, utilizando técnicas mais subjetivas do que objetivas, as narrativas do storytelling fazem com que o apelo emocional seja o ponto chave.

Por fim, temos uma aplicação essencial. No mundo digital, os gatilhos mentais ficaram muito conhecidos. O objetivo dos gatilhos é despertar urgência ou necessidade. São diversas formas de utilização que permitem resultados bastante interessantes nas campanhas, principalmente nos lançamentos de produtos.

Algumas dicas para suas campanhas:

Utilize imagens ao invés de textos

O conteúdo visual é muito mais compreendido pela maioria das pessoas. E chama mais a atenção. Não é à toa que as plataformas de mídias sociais privilegiam o uso de imagens.

Não esqueça a psicologia das cores

Como falamos, utilize a psicologia das cores. Quando você as usa juntamente com os outros pontos, suas campanhas ficam muito mais assertivas.

Nas fotos, use rostos de pessoas

A criação de vínculos é uma das formas de atingir emocionalmente o seu público. Existem diversos bancos de imagens onde você pode escolher belíssimas fotos, principalmente de pessoas. O foco no rosto ajuda muito.

Buscar a atenção das pessoas e ser mais assertivo é uma tarefa difícil, mas cada vez mais temos às mãos ferramentas novas para aumentarmos nossos acertos.

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